domingo, 7 de novembro de 2010

“Vamos dividir o jogo e se possível ganhá-lo”


Manuel Machado quer um Vitória personalizado em Alvalade

Numa jornada marcada por confrontos entre grandes, a equipa vitoriana parte para Alvalade com a ambição de reforçar o terceiro lugar. Na deslocação a Lisboa, Manuel Machado e os seus pupilos esperam um encontro “equilibrado”, tendo em conta o rendimento das equipas até ao momento. “Adivinho e espero que o equilíbrio seja uma permanente. O que poderá definir o jogo são os pequenos detalhes e espero que, desta vez, os detalhes possam estar para o nosso lado. O Sporting, apesar de toda a sua dimensão, não fez mais do que o Vitória. Tem 15 pontos, tal como nós. O Vitória não é um clube pequeno mas não se enquadra na dimensão demográfica de outros clubes, que contam com um apoio social superior. No entanto, podemos não ser equiparado em número mas superamos os outros em intensidade”, comentou o professor, em conferência de imprensa.

O técnico vitoriano refere-se desta forma aos adeptos do Vitória. Para ele, os sócios vitorianos são o “motivo da existência do Clube”. Talvez por isso, Manuel Machado considere que a toda a hora e em qualquer lado eles estão sempre presentes. “Sabemos que o futebol é um negócio e as televisões é que decidem os horários dos jogos. Como diz o povo, quem paga manda. Não esperamos muitos adeptos em Alvalade, uma vez que o jogo se realiza num dia de trabalho, mas apesar de não estarem fisicamente, estarão no nosso pensamento”, atestou.

E a todos aqueles que assistirão ao jogo, Manuel Machado espera oferecer um bom espectáculo. “Algumas equipas apresentam modelos defensivos mas, por uma questão de coerência, não vamos para Alvalade jogar com linhas baixas, como se quiséssemos atirar a pedra e esconder a mão. Vamos jogar de forma igual, dividir o jogo e se possível ganhá-lo. Não vamos lá por outro motivo”, vincou.

“Bébé é um jogador diferenciado”

Questionado sobre a performance de Bébé no Manchester United, o técnico vitoriano não recusou voltar a opinar sobre o valor do atleta. Afinal, Manuel Machado foi um dos responsáveis pela ascensão meteórica do jovem jogador. Com alguma ironia à mistura, o professor relembra as críticas lançadas em torno do negócio do defeso 2010/2011. “Nesta área dois burros têm mais peso do que um inteligente. Muita gente considerou a contratação precipitada. Outros criticaram os valores envolvidos. Mas os responsáveis por um dos maiores clubes do mundo não estão ali por acaso. Quando partiram para a contratação do jovem jogador estavam alicerçados num conjunto de observações. É um jogador diferenciado”, concluiu.

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