Vitória vence Sporting por 2-3 no fecho da 10ª jornada da Liga
Aí está. No final do primeiro terço do campeonato, a equipa vitoriana ocupa a vice-liderança, com 18 pontos. Nesta noite, o Vitória subiu do inferno para o céu em apenas dez minutos. E se o futebol português tem destas coisas estranhas, os vitorianos optaram então por fazer justiça com os próprios pés. Depois de estar a perder por 2-0, com dois golos bizarros, a equipa vitoriana partiu para uma segunda parte de grande nível. Um bis de Targino, o homem do jogo, colocou a equipa em igualdade mas o Vitória queria mais. Aos 89´, Bruno Teles colocou a sua equipa a vencer, um resultado que se manteve até ao final.
No estádio ou em casa, os adeptos vitorianos precisaram de sofrer para explodir de alegria no final da partida. É certo que todos acreditavam nas capacidades dos nossos atletas mas, perante tais erros de arbitragem, nem o mais crente adepto poderia esperar por este final feliz. O Vitória não entrou ao nível que já nos habituou mas os lances de golo do adversário em nada ajudaram à subida de rendimento da equipa vitoriana.
No primeiro golo do Sporting, Valdés encontrava-se em posição irregular no momento do passe para Hélder Postiga, que não desperdiçou. Quanto ao segundo tento, a análise revela-se mais simples e Manuel Machado explicou-o na perfeição:”Só é golo quando a bola entra”. Para além de a bola não ultrapassar a linha da baliza, Evaldo cometeu falta sobre Nilson mas o árbitro fez vista grossa às duas situações. O Vitória partiu assim para as cabines a perder por duas bolas a zero.
A etapa complementar ficou marcada por uma melhoria significativa do Vitória. Aos 70 minutos, Maniche foi expulso por clara agressão a Rui Miguel e o Sporting, reduzido a 10 unidades, jamais voltou a criar perigo. Com uma frente de ataque renovada, Manuel Machado voltou a apostar nas peças do jogo. Targino, que entrara aos 62 minutos, teve ainda tempo de brilhar na partida e apontar dois golos em apenas dois minutos. O internacional português apontou um golão aos 78´ e imitou o feito logo de seguida.
A igualdade no marcador colocava alguma justiça no resultado mas o jogo não terminaria assim. Depois de um bom trabalho de Targino e Rui Miguel, o defesa Bruno Teles também quis ficar na história do jogo e marcou o golo da vantagem, aos 89 minutos. O esforço colectivo foi assim presenteado com três pontos. A equipa vitoriana regressa à cidade-berço sentada na segunda posição.
Na próxima jornada, há derby do Minho. O Vitória recebe o SC Braga, já este sábado, pelas 19h15, no estádio D. Afonso Henriques. A equipa de Manuel Machado ocupa a vice-liderança do campeonato, enquanto o rival bracarense é sétimo classificado.
Vitória um a um:
A ESTRELA
Targino 8
Cowboy dispensa cavalo e veste calças de ganga
O verdadeiro matador do "faroeste" desloca-se pelos seus próprios meios, é mais rápido do que a própria sombra no momento de abrir fogo e, obviamente, sente-se mais confortável de "jeans" de ganga, mesmo em palcos onde semelhante peça de vestuário é desaconselhada, por uma questão de moda... verde e branca. Tiago Targino encaixa neste protótipo de rebeldia e acabou por ser o herói improvável da noite. Arredado da competição há mais de nove meses - lesionou-se, em Janeiro, em visita à Luz, o extremo regressou com fé e quase implodiu Alvalade com dois golaços (o segundo acontece no seguimento de uma correria sensacional). Reposta a igualdade, envolveu-se, por fim, no lance do 3-2, assinado por Bruno Teles.
Nilson 7
Com uma alma do tamanho do mundo, suportou bem aquilo que parecia ser a investida final do leão. Só assim foi possível a extraordinária reviravolta do Guimarães. Sem grandes hipóteses de defesa no primeiro golo sofrido, coleccionou defesas de grande nível, a remates de Valdés, Maniche e Hélder Postiga. Não se deixou abater com o caso do jogo (o tal canto directo de Vukcevic) e, já perto do fim, negou um golo quase certo ao mesmo Vuk, quando estava 2-2 no marcador.
Alex 6
Atento a Simon Vukcevic, fez os possíveis por dificultar a acção do montenegrino, compensando a falta de velocidade com bom posicionamento em campo. Abriu alas para o primeiro golo de Targino, com um cruzamento perfeito.
Ricardo 5
Menos exuberante do que é habitual, denotou dificuldades no primeiro tempo, concedendo espaços a mais a Hélder Postiga. Após o intervalo, fez valer a sua lei e experiência.
João Paulo 5
Alternou o sofrível com o bom nas manobras defensivas. Logo no começo quase fez um autogolo e permitiu que Valdés fizesse a assistência para o golo de Hélder Postiga. Num livre, quase se redimiu do erro com um desvio de cabeça.
Bruno Teles 7
Sempre disposto a meter velocidade e a alimentar o ataque. Atento a um cruzamento de Rui Miguel, seguido de um toque de calcanhar mal sucedido de Torsiglieri, apareceu no sítio certo para assinar o 2-3.
Cléber 5
De regresso ao "onze", primou pela regularidade. Cumpriu bem a missão de aspirar ataques contrários.
João Ribeiro 5
Tanta polivalência rouba-lhe clarividência. Começou na direita, apareceu na esquerda e acabou como 10, com mais esforço e alma do que outra coisa melhor.
Edson Sitta 5
Transformado em irmão-gémeo de Cléber, diferenciou-se pela qualidade de passe.
Toscano 4
Repetiu as inconstâncias habituais. Tem um disparo forte, sem dúvida, mas não sabe escolher os momentos ideais e tarda em combinar bem com a equipa.
Maranhão 5
Teve o condão de desgastar a defesa sportinguista. Sem mais digno de referência, saiu antes do fim, esgotado.
Edgar 6
Abandonado à sua sorte na frente, fez pela vida. Após ameaçar com um desvio de cabeça, desperdiçou uma excelente oportunidade para reduzir a diferença logo no começo do segundo tempo. Com Rui Patrício perdido na atmosfera, atirou à figura do guarda-redes; mais tarde, tabelou no meio-campo com Targino para o 2-2.
João Alves 6
Trouxe fluidez ao futebol vitoriano e ainda tirou uma bomba do meio da rua.
Rui Miguel 6
Outro revolucionário bem sucedido. Precipitou a expulsão de Maniche e tirou o cruzamento que redundaria no 2-3 de Bruno Teles.
Aí está. No final do primeiro terço do campeonato, a equipa vitoriana ocupa a vice-liderança, com 18 pontos. Nesta noite, o Vitória subiu do inferno para o céu em apenas dez minutos. E se o futebol português tem destas coisas estranhas, os vitorianos optaram então por fazer justiça com os próprios pés. Depois de estar a perder por 2-0, com dois golos bizarros, a equipa vitoriana partiu para uma segunda parte de grande nível. Um bis de Targino, o homem do jogo, colocou a equipa em igualdade mas o Vitória queria mais. Aos 89´, Bruno Teles colocou a sua equipa a vencer, um resultado que se manteve até ao final.
No estádio ou em casa, os adeptos vitorianos precisaram de sofrer para explodir de alegria no final da partida. É certo que todos acreditavam nas capacidades dos nossos atletas mas, perante tais erros de arbitragem, nem o mais crente adepto poderia esperar por este final feliz. O Vitória não entrou ao nível que já nos habituou mas os lances de golo do adversário em nada ajudaram à subida de rendimento da equipa vitoriana.
No primeiro golo do Sporting, Valdés encontrava-se em posição irregular no momento do passe para Hélder Postiga, que não desperdiçou. Quanto ao segundo tento, a análise revela-se mais simples e Manuel Machado explicou-o na perfeição:”Só é golo quando a bola entra”. Para além de a bola não ultrapassar a linha da baliza, Evaldo cometeu falta sobre Nilson mas o árbitro fez vista grossa às duas situações. O Vitória partiu assim para as cabines a perder por duas bolas a zero.
A etapa complementar ficou marcada por uma melhoria significativa do Vitória. Aos 70 minutos, Maniche foi expulso por clara agressão a Rui Miguel e o Sporting, reduzido a 10 unidades, jamais voltou a criar perigo. Com uma frente de ataque renovada, Manuel Machado voltou a apostar nas peças do jogo. Targino, que entrara aos 62 minutos, teve ainda tempo de brilhar na partida e apontar dois golos em apenas dois minutos. O internacional português apontou um golão aos 78´ e imitou o feito logo de seguida.
A igualdade no marcador colocava alguma justiça no resultado mas o jogo não terminaria assim. Depois de um bom trabalho de Targino e Rui Miguel, o defesa Bruno Teles também quis ficar na história do jogo e marcou o golo da vantagem, aos 89 minutos. O esforço colectivo foi assim presenteado com três pontos. A equipa vitoriana regressa à cidade-berço sentada na segunda posição.
Na próxima jornada, há derby do Minho. O Vitória recebe o SC Braga, já este sábado, pelas 19h15, no estádio D. Afonso Henriques. A equipa de Manuel Machado ocupa a vice-liderança do campeonato, enquanto o rival bracarense é sétimo classificado.
Vitória um a um:
A ESTRELA
Targino 8
Cowboy dispensa cavalo e veste calças de ganga
O verdadeiro matador do "faroeste" desloca-se pelos seus próprios meios, é mais rápido do que a própria sombra no momento de abrir fogo e, obviamente, sente-se mais confortável de "jeans" de ganga, mesmo em palcos onde semelhante peça de vestuário é desaconselhada, por uma questão de moda... verde e branca. Tiago Targino encaixa neste protótipo de rebeldia e acabou por ser o herói improvável da noite. Arredado da competição há mais de nove meses - lesionou-se, em Janeiro, em visita à Luz, o extremo regressou com fé e quase implodiu Alvalade com dois golaços (o segundo acontece no seguimento de uma correria sensacional). Reposta a igualdade, envolveu-se, por fim, no lance do 3-2, assinado por Bruno Teles.
Nilson 7
Com uma alma do tamanho do mundo, suportou bem aquilo que parecia ser a investida final do leão. Só assim foi possível a extraordinária reviravolta do Guimarães. Sem grandes hipóteses de defesa no primeiro golo sofrido, coleccionou defesas de grande nível, a remates de Valdés, Maniche e Hélder Postiga. Não se deixou abater com o caso do jogo (o tal canto directo de Vukcevic) e, já perto do fim, negou um golo quase certo ao mesmo Vuk, quando estava 2-2 no marcador.
Alex 6
Atento a Simon Vukcevic, fez os possíveis por dificultar a acção do montenegrino, compensando a falta de velocidade com bom posicionamento em campo. Abriu alas para o primeiro golo de Targino, com um cruzamento perfeito.
Ricardo 5
Menos exuberante do que é habitual, denotou dificuldades no primeiro tempo, concedendo espaços a mais a Hélder Postiga. Após o intervalo, fez valer a sua lei e experiência.
João Paulo 5
Alternou o sofrível com o bom nas manobras defensivas. Logo no começo quase fez um autogolo e permitiu que Valdés fizesse a assistência para o golo de Hélder Postiga. Num livre, quase se redimiu do erro com um desvio de cabeça.
Bruno Teles 7
Sempre disposto a meter velocidade e a alimentar o ataque. Atento a um cruzamento de Rui Miguel, seguido de um toque de calcanhar mal sucedido de Torsiglieri, apareceu no sítio certo para assinar o 2-3.
Cléber 5
De regresso ao "onze", primou pela regularidade. Cumpriu bem a missão de aspirar ataques contrários.
João Ribeiro 5
Tanta polivalência rouba-lhe clarividência. Começou na direita, apareceu na esquerda e acabou como 10, com mais esforço e alma do que outra coisa melhor.
Edson Sitta 5
Transformado em irmão-gémeo de Cléber, diferenciou-se pela qualidade de passe.
Toscano 4
Repetiu as inconstâncias habituais. Tem um disparo forte, sem dúvida, mas não sabe escolher os momentos ideais e tarda em combinar bem com a equipa.
Maranhão 5
Teve o condão de desgastar a defesa sportinguista. Sem mais digno de referência, saiu antes do fim, esgotado.
Edgar 6
Abandonado à sua sorte na frente, fez pela vida. Após ameaçar com um desvio de cabeça, desperdiçou uma excelente oportunidade para reduzir a diferença logo no começo do segundo tempo. Com Rui Patrício perdido na atmosfera, atirou à figura do guarda-redes; mais tarde, tabelou no meio-campo com Targino para o 2-2.
João Alves 6
Trouxe fluidez ao futebol vitoriano e ainda tirou uma bomba do meio da rua.
Rui Miguel 6
Outro revolucionário bem sucedido. Precipitou a expulsão de Maniche e tirou o cruzamento que redundaria no 2-3 de Bruno Teles.
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