sábado, 6 de novembro de 2010

Ataque a Alvalade


Vitorianos pretendem reforçar, frente aos leões, a sua posição no pódio. Conjugação de resultados até pode valer a vice-liderança. Último êxito fora (2-3) remonta a 1995/96.

Foi com a cidade a fechar-se sobre si, um pouco à imagem do treino de ontem da formação de Manuel Machado, que a equipa se enclausurou no estádio para preparar, em absoluto segredo, a deslocação a Alvalade e, por inerência, a defesa ou, quem sabe, o reforço do terceiro lugar num duelo sem tréguas com os leões.

Coerente com os sinais indisfarçáveis de uma crise social e económica instalada num dos concelhos mais fustigados pelo desemprego, a cidade que deu o primeiro impulso à nação portuguesa está contidamente animada, embora consciente de que o seu Vitória pode, inclusive, ascender ao segundo lugar, bastando uma conjugação favorável de resultados em Alvalade e no Dragão, pese embora ninguém admita precisar de favores de terceiros.

Um cenário que, apesar de tudo, também parece não deslumbrar os conquistadores, provavelmente por não ser inédito ou sequer raro. Aliás, num exercício de memória relativamente simples, basta recuar à época do regresso do clube à Liga, há quatro anos, para encontrar um Vitória igualmente autoritário em termos classificativos, apenas superado por FC Porto e Benfica, isto no que diz respeito à transição da nona para a décima ronda, quando empatou com o Paços de Ferreira e beneficiou de uma derrota do Sporting em Braga. Algo que mais parece ser uma espécie de prenúncio de uma realidade tão desejada, mesmo que a última vitória em Alvalade já tenha acontecido há qualquer coisa como 15 anos, no último suspiro do jogo, num golo de Armando Silva, a fechar as contas em 2-3 favoráveis aos minhotos.

Desde então só por duas vezes os vitorianos lograram pontuar no reduto dos leões, invariavelmente com uma igualdade a um golo, tendo a última acontecido há sete temporadas.

Sem comentários: